Só por hoje

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Fonte: http://blog.libero.it/pensieriecapricc/commenti.php?msgid=11951736

Quantas vezes na vida nós não deixamos para depois algo que sentimos vontade de fazer naquele exato momento?

Deixamos porque em grande parte destes momentos as responsabilidades nos chamam e então protelamos aquilo que nos daria tanto prazer.

Por isso, diante da incerteza do amanhã, vamos hoje começar a mudar as prioridades em nossas vidas e dedicar mais tempo ao que e a quem realmente é importante para nós.

Permita-se só por hoje perder a hora porque voltou para dar um abraço, deixar a louça na pia porque sentou para assistir um filme em boa companhia, comer uma besteira a noite porque vai sair para uma caminhada em família e por isso não terá tempo de cozinhar, deixar de cumprir um prazo porque ficará brincando no chão com seus filhos, não arrumar a cama porque todos ficarão cinco minutos a mais e não vai dar tempo de esticar o lençol, deixar um carro em casa para sair toda a família junta mesmo que isto signifique mudar toda uma rotina de caminhos e horários, dizer não para poder dizer um sim.

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Fonte da Imagem: http://jornalggn.com.br/noticia/o-tempo-e-uma-ilusao

Depois de alguns dias completamente tumultuados e carregados de adversidades, a vida me mostrou que ela segue seu fluxo independente das escolhas que eu fizer. Querendo ou não o relógio não para e o tempo segue adiante de qualquer maneira, o que muda é apenas a forma como eu vou usá-lo a meu favor.

Por mais que tentem me dizer que ninguém é insubstituível, eu prefiro acreditar que nem sempre é assim. Todos podem lavar a louça como eu lavo, arrumar a cama como eu arrumo, cumprir horários e prazos como eu cumpro, mas ninguém abraçará o meu abraço, acarinhará o meu carinho e acompanhará a minha companhia. O que é da pessoa alguém pode fazer igual, mas o que é do ser humano, isto ninguém fará.

O meu pedido para hoje é, reserve a maior parte do seu tempo e de sua energia para as pessoas que são realmente importantes para você, pois desta nossa passagem por aqui a única coisa que levaremos de volta será o amor que cultivamos nos corações de quem queremos bem.

Com amor!

Até Breve!

 

Doce de banana com queijo

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Fonte da Imagem: http://nosoup-foryou.blogspot.com.br/2009/11/banana-com-queijo-da-serra.html

O título do post até pode parecer nome de receita, mas não.

Ou melhor, pode até ser uma receita, mas neste caso de como conquistar o coração de uma mãe fazendo a filha dela feliz.

O doce de banana desta receita é o que a Isa come uma vez por semana quando vamos ao hortifruti fazer nossa compra semanal de frutas, verduras e legumes.

Certa vez quando chegamos por lá, quando já estávamos encerrando a compra ela viu alguns doces no balcão e como eram sem açúcar, achei que não havia problema deixá-la comer um. Colocamos junto da compra e ela comeu no carro enquanto voltávamos para casa. Neste dia ela descobriu que adorava um bom docinho de banana e, na semana seguinte, entrou no hortifruti e foi direto procurá-lo

Desta vez, enquanto ajudava na compra, foi comendo e, na hora de passar pelo caixa, quando entregamos a embalagem para registrar, o dono do estabelecimento jogou o papel fora e disse “É presente”. Perguntou o nome dela e deste então a chama de Isabelita sempre que chegamos por lá.

Agora pagamos o doce antes que ela coma, mas ela nunca sai de lá sem um presentinho. Ganha uva, atemoia e outras frutinhas para provar. É tanto carinho com a nossa pequena, que não conseguimos pensar em comprar em outro lugar. Capturaram a Isa pelo estômago e nós pelo coração.

Saímos de lá e nosso destino é sempre o sacolão, mas não para comprar frutas, verduras e legumes. Compramos carne no açougue que fica lá dentro. Ao lado do açougue tem uma daquelas bancas que vendem de um tudo. Queijo, geléias, castanhas, doces, embutidos e muito mais. Certo dia, enquanto o marido comprava as carnes da semana, me senti atraída pelos pães que estavam expostos na banca a parei para olhar. A Isa logo apontou para o queijo, que é algo que ela adora, e sem pensar duas vezes a dona da banca deu uma fatia para ela. Pronto, comprei o pão. Agora virou regra. Sempre que passamos acabamos por comprar um queijo ou um pão só para ver a amizade da Isa ir adiante.

No sacolão ainda nos divertimos muito com o pessoal do açougue e o casal do pastel que conversam com a Isa desde que ela ia dentro do carrinho. O senhor da pastelaria pergunta toda semana se ela já chupa pirulito e agora eles ficam todos felizes quando a veem se divertindo comendo pastel.

São estes pequenos gestos que fazem a diferença na vida da gente. É tanto carinho nestas ações que sempre que pensamos em qualquer item que precisamos, procuramos primeiro nestes lugares e só vamos em outro se realmente nestes não tiver o que queremos.

O tempo está passando bem depressa e a Isa está construindo relações que talvez ela nem entenda ainda, mas que certamente farão parte da sua memória no futuro.

O meu desejo para o futuro é que ela continue sendo muito feliz com seu docinho de banana com queijo que tanto adoça nosso final de semana.

 

 

Outono/Inverno: época dos problemas respiratórios

Em fevereiro, quando a Isa passou pelo episódio da roséola e tivemos que dar uma passadinha no pronto socorro, o pediatra que a atendeu comentou que de março até agosto acontece o pico de atendimento nos hospitais tendo espera de até 5 horas. O motivo: aumento da quantidade de pessoas, inclusive muitas crianças, com problemas respiratórios.

A estação do ano favorece a crise respiratória nas pessoas que já carregam suas sinusites, renites e bronquites e, junto com elas, os resfriados e gripes chegam na mesma proporção.

Aqui em casa, felizmente, a única coisa que aparece com certa frequência é o bendito  resfriado que, virou mexeu, está por aqui. Coriza, nariz congestionado, espirros e por vezes uma tosse de quem está com a garganta incomodando.

Ainda não enfrentamos nada sério, como uma pneumonia por exemplo, mas sempre que estes sintomas aparecem, já temos nossas estratégias que fomos aprendendo com os médicos e amigos e que tem funcionado super bem.

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Pequeno kit que nunca pode faltar aqui em casa.

A primeira providência é a inalação. Feita apenas com o soro fisiológico ajuda a umedecer as vias respiratórias e a “soltar” o muco que possa estar pelo meio do caminho. Durante as crises ou resfriados, os médicos recomendam fazer três vezes ao dia com 5 ml de soro fisiológico.

Junto com isto, já começamos com o soro fisiológico direto no nariz. Confesso que a primeira vez que alguém me sugeriu colocar 1 ml de soro fisiológico em cada narina utilizando uma seringa eu desconsiderei a ideia. Tinha certeza que a Isa poderia engasgar. Mas não. Dá super certo. No começo ela se queixava, mas depois passou a aceitar numa boa. O médico sugere repetir várias vezes ao dia, pois assim o excesso de secreção é eliminado através das fezes.

Dependendo do estado de congestão da mocinha, costumo borrifar no nariz um descongestionante nasal para aliviar o desconforto, mas só se eu perceber que ela está muito congestionada, pois do contrário não fico insistindo.

Tenho outras “coisinhas” que faço, mas aí são dicas do tempo da vovó que servem para dar mais conforto, principalmente na hora do sono. Costumo colocar dentro do box, na hora do banho, um potinho com sabonete líquido com fragrância de eucalipto. Junto com o vapor do chuveiro, faz a secreção sair que é uma beleza e ainda fica aquele cheirinho gostoso no banho.  Também massageio peito e pescoço com aquele gelzinho com o mesmo cheirinho de eucalipto. Aí, é noite bem dormida na certa.

Sempre que iniciamos um procedimento, com soro ou inalação, costumamos manter por pelo menos uma semana, mesmo que os sintomas já tenham passado, para evitar que fiquem resquícios de uma gripe ou resfriados mal curados.

Com resfriado ou não e em todas as estações do ano, a vitamina C é rotina por aqui. Logo após o café da manhã, a mocinha ingere suas gotinhas e acredito que seja um dos motivos para não ter ainda enfrentado uma gripe ou resfriado mais forte.

Boa alimentação e ingestão de líquidos completam a receita do bem estar por aqui. Não tenho neuras com relação à quantidade de comida que ela ingere, mas costumo ficar atenta na variedade e seguir a regra do prato colorido. Nos dias que ela não está muito no clima de comer bem, ofereço frutas e sucos para compensar.

No geral estas táticas funcionam super bem, mas tenho certeza que outras mamães devem ter outras dicas especiais. Quem quiser compartilhar suas receitinhas especiais, pode ficar à vontade.

Bom friozinho!

 

 

 

 

Feliz Todos os Dias

20140212_112545Ah mamães, quantas palavras procurei para celebrar com vocês este dia.

Sempre me considerei uma pessoa feliz, mas depois que entrei para este time foi que encontrei a felicidade plena.

Não tem angústia, cansaço, noites mal dormidas, falta de privacidade e tantas outras demandas que vem junto com a maternidade que se sobressaia a felicidade de ter uma criaturinha perto de você que te chame de mãe.

Ser mãe é ter o melhor abraço do mundo, o beijo mais gostoso, a companhia mais agradável e o amor na sua forma mais pura sempre perto de você.

Quem é mãe na essência da palavra vive intensamente todos os sentimentos humanos, pois é uma extensão daquilo que os filhos sentem, mesmo quando tentam negar. 20150107_132001

Para hoje e sempre desejo para as mamães, vovós e bisas que estão por aí, toda felicidade que seja possível junto às pessoas que transformam nossos dias nos melhores dias que uma pessoa pode ter.

Um bom domingo!

 

Sobre o valor do tempo

Se tem uma coisa que eu percebo que não está simplesmente passando, mas está voando, é o tempo.

Parece que eu pisquei e a Isa já passou dos 19 meses de vida. Ou seja, quanta coisa já não vivemos juntas.

Mas por que resolvi pensar no tempo? Por conta de um simples passeio que fizemos ontem: sair de casa e ir até o mercado perto de casa simplesmente para comprar pó de café.

O que isso tem de muito especial? Tudo.

O mercado que me refiro fica bem próximo da minha casa e conta com o comodidade de ter estacionamento fácil, principalmente em uma quinta-feira pela manhã. Se eu decidisse tirar o carro da garagem para ir até lá, provavelmente em menos de 20 minutos conseguiria ir, comprar e voltar o que garantiria uma grande economia de tempo. Mas ao mesmo tempo eu perderia os encantos deste passeio que eu tanto gosto de fazer.

Quando a Isa ainda era muito pequenininha e só andava de carrinho ou no colo e eu ainda estava de licença maternidade, descobri que sair para ir até o mercado e comprar coisinhas para o nosso café da tarde era algo extremamente prazeroso para mim. Como passávamos a maior parte do tempo sozinhas, era uma maneira de conhecer o lugar em que nós duas éramos recém chegadas e, ao mesmo tempo, espairecer um pouco.

Hoje, ela não precisa mais de carrinho e nem de colo – só na hora de atravessar a rua – a ainda assim, gostamos do passeio. Ela vai e volta andando e no caminho vai fazendo suas paradas para suas descobertas. Certa vez ela viu um caminho de formigas na calçada do condomínio e até hoje sempre que passa por lá faz carinha de pergunta, levanta os ombros e diz “Mi”.

Vemos do outro lado da avenida uma clínica veterinária com vários bichinhos desenhados na parede que ela aponta para mostrar o “au au” e a “mi” – neste caso se referindo a nossa coelha de estimação apesar de não ter nem um coelho desenhado entre os bichos.

Ela ainda aponta para todos os ônibus que passam, pára para ouvir a senhora que vende coco, mostrar as motos que ficam na frente de uma loja e dar tchau para as árvores que ficam em um dos terrenos.

Já no mercado, quer carregar a cesta, ajudar a pegar as coisas e fazer tentativas de convencer a mãe de comprar as coisinhas que ela já sabe que gosta.

Fazemos o caminho de volta e quando chegamos em casa 40 minutos já se passaram e ainda temos tempo de cuidar da Mia, preparar um almoço gostoso, almoçarmos juntas e ela curtir um descanso antes de sairmos novamente, mas desta vez ela para a escola e eu para o trabalho.

Neste mundo onde o tempo parece sempre estar contra nós e que muitas vezes temos que fazer escolhas que nos privam de estar com as pessoas que mais precisam de nós, pude escolher estar perto. Tenho o privilégio de um emprego de meio período que me permite ter tempo em quantidade e qualidade com minha filha.

20150403_092312 Tempo para brincar, andar na rua, ir ao parque, fazer refeições juntas, levar na escola, conversar.

Tempo que só faz passar e que não vai voltar, mas sempre vai deixar boas lembranças em nossa memória.

Às vezes quando as contas chegam e o bolso aperta, penso se não deveria arranjar um emprego por mais um período, mas o pensamento passa rápido quando lembro que este tempo já está ocupado sendo feliz junto com minha pequena e que as melhores coisas que podemos dar uns aos outros, a vida nos dá de graça, inclusive o tempo.15 - 1

 

Enquanto reflito sobre o nosso tempo, ela está tirando um cochilo, e quando ela acordar vamos nos preparar para dar uma volta e trazer coisinhas gostosas para o nosso café tarde. Afinal, hoje é feriado e temos tempo em dobro para estarmos juntas.

Até breve!

 

Extraordinário

10999640_637024213097750_832424870717636703_nEu não conseguiria terminar o meu domingo sem passar por aqui e contar o quanto este livro me tocou. Já li muitos livros na vida, mas pela primeira vez meus olhos se encheram de lágrimas mais de uma vez durante a leitura. Não de tristeza, mas de pura emoção.

Quando o comprei no mercado durante nossa compra semanal, não imaginava o quanto ele faria a diferença na minha vida.

Adoro ler livros que me fazem parar em alguns trechos para ler e reler de tão intensos que são na sua simplicidade.

August Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial e que até o quarto ano do ensino fundamental, nunca havia frequentado a escola, tendo recebido a educação básica de sua mãe. Durante toda a leitura, fica muito claro que sua deformidade é algo extremo e que não há quem não se choque ao encontrá-lo pela primeira vez.

Assim que atinge a idade para frequentar o quinto ano, seus pais o matriculam em uma escola e ele passará pelo ano mais desafiador de sua vida.

O mais gostoso desta história é conhecê-la do ponto de vista de diversos personagens que estão diretamente ligados ao Auggie e perceber que nem sempre o que enxergamos é o que realmente é.

Vi no livro uma grande apologia à gentileza, ao amor incondicional, às verdadeiras amizades, ao carinho despretensioso e à família como o maior porto seguro de uma criança.

Encontrei na história uma lição que devemos todos exercitar e incorporar em nosso cotidiano, que é o ver para além das aparências e descobrir que a beleza geralmente está guardada onde os olhos não alcançam.13416_639666206166884_2674652016432532117_n

Encerrei a leitura querendo abraçar a autora e agradecer por ela ter criado uma história tão linda e comovente.

Se eu pudesse sugerir diria que este livro deveria ser adotado como o manual da boa convivência humana de etiqueta para um mundo melhor.

Esta é a minha dica e se alguém quiser, meu livro está disponível para empréstimo temporariamente, pois tenho certeza que quero lê-lo novamente.

Boa leitura!

Um ano

Hoje estou sentindo vontade de dizer muita coisa, mas não tenho certeza se encontrarei todas as palavras que preciso para transmitir os sentimentos que me invadiram desde o dia de ontem.

Há exatamente um ano, eu me encontrava diante da situação mais desafiadora que eu já havia enfrentado em toda a minha vida. Desconfio até, que ela ainda continua sendo a mais desafiadora que já enfrentei.

Acordar e, depois de mais de 6 meses de intensos cuidados com a Isabela, era o momento de compartilhar esta tarefa com outras pessoas. Pessoas que eu não conhecia, mas que por algum motivo convenceram meu coração de que eram capazes de fazer por minha filha, aquilo que eu desejava: tratá-la com carinho e garantir que ela seria feliz mesmo longe dos meus olhos.

Passei por todos os sentimentos de culpa, ansiedade, remorso, tristeza, agonia. Tive dor de estômago, aperto no coração, falta de apetite e crise de choro. Mas enfrentei o momento com o máximo de dignidade que eu era capaz.

Tenho certeza que meu coração nunca ficou tão apertado quanto no momento em que vi minha pequena se afastando no colo de uma pessoa que não era eu e sumir ao passar pela porta da sala.

Mas, o que não é o tempo na vida de uma pessoa? Ele é o remédio para todos os males e traz o conhecimento que muitas vezes nos falta em alguns momentos da nossa vida.

Um ano depois, só tenho alegrias para comemorar. Na escola, a Isa se desenvolveu de maneira incríven. Estabeleceu relações com as professoras e com outras crianças que jamais estabeleceria em casa junto comigo. Adquiriu desenvoltura para brincar, se comunicar e se fazer entender. Tem modelos e exemplos variados para observar e aprender.

Ela já passou por inúmeras experiêncioas: pegou doenças típicas da primeira infância, se resfriou logo nos primeiros dias, já ganhou sua primeira mordida, mas acima de tudo, tem sido imensamente feliz. A escola é um lugar que ela gosta de estar. Hoje ela já entra andando e vai tranquilamente para a sala na maior felicidade. Ela tem amigos. Amigos de verdade que a esperam e até a recebem com brinquedos quando ela chega.

Acredito que cada pessoa tem suas convicções e penso que tomar a decisão de colocar uma criança na escola quando temos a possibilidade de nos dedicarmos a ela em tempo integral, é algo muito difícil. Não julgo quem acredita que criança tem que ficar exclusivamente sob os cuidados  da mãe ou quem acredita na educação sem escola, pois eu mesma cheguei a acreditar nisto, mas se eu tivesse que me decidir novamente, a decisão seria a mesma.

Hoje não tenho mais os medos, apenas a certeza de ter feito a escolha certa. Agradeço meu coração por me ter feito escolher a escola que escolhi, entre tantas outras que haviam no meio do caminho. (clique no link e conheça melhor a Fun Day http://www.escolafunday.com.br/)

Um sentimento neste momento: gratidão pelas pessoas que todas as tardes cuidam da Isa para mim e contribuem para que ela se torne a cada dia esta pessoinha especial que vem se tornando.

Para celebrar, fizemos um bolo com cara de Páscoa recheado com muito carinho para que ela comemore e agradeça  toda a equipe da escola nesta tarde!

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Boa Pascoa!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mãos fora de combate

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Não é de agora que me encontro na lida de tentar resolver um problema dermatológico que resolveu se instalar nas minhas mãos. Para ser mais precisa, desde nossas férias de verão que uma rotina de pomadas, cremes e medicamentos se instalou por aqui para aliviar o desconforto em uma  pele que resseca, cria pequenas feridas e incomoda muito.

Logo que retornamos de nossa viagem de férias, meu primeiro compromisso foi visitar uma dermatologista  que me orientou o primeiro tratamento com pomada e remédio e recomendou uma hidratação intensa das mãos: creme o tempo todo. Rapidamente minha mão voltou ao normal, mas com a mesma velocidade, poucos dias após o fim do tratamento, os machucados já estavam voltando.

Ao retornar ao consultório, foi sugerida uma nova pomada, desta vez com fórmula, e um novo medicamento. Junto disto, um teste alérgico e alguns exames de sangue. O alívio da medicação me fez ser muito despreocupada e deixar o tempo passar mais que o necessário para agilizar os exames e, no dia que fui iniciar o teste de contato – aquele que colam várias substâncias em nossa pele para ver como elas reagem – meus dedos já tinham novos machucados.

Teste colocado na segunda, médico de urgência na terça. Acordei com as mãos repletas de lesões e um desespero maior do que eu mesma podia controlar. Não conseguia sequer dobrar os dedos tamanho era o estrago. Neste momento tudo saiu tanto do meu controle, que a única vontade que eu tinha era de sentar e chorar.

Que bom que eu não estava sozinha. Cheio de racionalidade, o senhor meu marido, agilizou luvas adequadas para mim e conseguiu agendar um horário com uma outra médica, já que a que vinha cuidando do meu caso não atendia na clínica naquele dia.

Saí do consultório com o indicação da pomada e de um remédio que eu só poderia tomar ao final do teste e a recomendação de manter as mãos cobertas para que a medicação ficasse agindo e para evitar o contato com sujeiras e outros produtos. O agravamento repentino foi relacionando a princípio com a exposição em maior quantidade do componente alérgico do teste.

E assim, me vi sem a plena habilidade no uso das mãos. Os cuidados básicos com a Isa, a curtição de tirar fotos e postar, folhear um livro, colocar um brinco ou fazer uma maquiagem, foram atividades quase que subtraídas da minha vida nesta semana. Para tudo eu precisava de certa ajuda e o tempo quase que se tornou meu inimigo, já que a agilidade deixou de fazer parte da minha rotina.

Tivemos uma semana para lá de desgastante, dedicada a exames e testes que consumiram muito o nosso tempo e nossa costumeira tranquilidade. Comendo fora de casa todos os dias e desrespeitando a rotina da pequena diariamente, fui tomada por aquela sensação de impotência e culpa por ter que fazer a mocinha passar por tanta agitação. Claro, que só eu me culpava, pois a Isa é tão danada que para ela tudo é alegria.

O testo alérgico já terminou, mas os exames de sangue demoram um pouco mais. Para agora fico com algumas suposições e a constatação de reação alérgica para um componente que, investigando em tudo que faz parte do meu cotidiano, encontrei na composição do lenço umedecido que uso – usava – na Isa.

Hoje estou bem. Os machucados da mão já estão quase que completamente secos e já  posso me dar ao luxo de ficar um tempo sem as luvas. Mas o tratamento ainda continua e para as demais atividades elas ainda deverão me acompanhar. Poder sentar na frente do computador e digitar todo este desabafo é um sinal do quanto minha rotina está se normalizando e o quanto eu preciso dela para me sentir bem.

Assim que o diagnóstico final sair, conto no que deu. Por enquanto vou voltando aos poucos desta pausa forçada e colocando em dia os casos e acasos da nossa vivência.

Até muito breve!

Mãe de menina

Não posso generalizar, mas posso afirmar que ser mãe da Isa tem provocado grandes transformações em mim. E, talvez, seja algo comum entre as mães de meninas.

Me adjetivar como vaidosa é algo quase que surreal. Sou normalmente uma pessoa de cara limpa, tênis no pé, roupas confortáveis e poucos acessórios, mas algo em mim se transformou de uns tempos para cá.

Até pouco tempo atrás, o cabelo era escasso na cabeça da minha princesa e, por isso, até o pente era dispensável. Porém, quando as madeixas começaram a tomar forma, os cachos passaram a prevalecer em seu visual. Neste momento, me vi comprando algo que eu jamais imaginei: spray para cabelos cacheados.

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Na tentativa de domar os cabelos da mocinha, a solução encontrada foi dar aquela molhadinha pela manhã, pentear e deixar a mãe natureza cuidar do restante. Fórmula esta que deu certo por um tempo. Mas, como é o natural, o cabelo continuou a crescer.

O próximo passo foi, durante um passeio na perfumaria, comprar um kit com aquelas presilhas popularmente conhecidas como “tic tac”. E assim surgiu o primeiro super penteado no cabelo da minha princesa, feito por esta mãe que estava se achando a cabeleireira.

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E aí estava o começo de algo que ganharia proporções muito maiores. Passei a arriscar o penteado coqueiro – nome dado por um médico durante o atendimento no ps do Hospital Sabará – e por conta disto outros acessórios começaram a entrar nesta casa.

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Mini piranhas, ligas de cabelo, pente próprio, novos tic tacs  e uma caixinha para começar a guardar a coleção de itens de vaidade infantil que está só começando.

Para além de tudo isto, estava eu certo dia dando um trato nas minhas unhas enquanto ela dormia quando ela resolveu acordar. Como eu não queria desistir do meu momento manicure, precisei incluí-la nesta minha atividade. Neste dia ela ganhou uma nova caixinha, mas desta vez com itens de cuidados para as unhas para ela se entreter.

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Ela não chegou a abrir nenhum dos vidrinhos de esmalte, mas sentou no chão e até uma das meias tirou para entrar no clima. Enquanto ela se divertia, minhas unhas ganharam cor.

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Acho que cuidar do visual da Isa está despertando em mim a vontade de cuidar do meu também. Quero ser um modelo positivo para ela e servir como inspiração para que ela tenha vontade de se cuidar. Tenho certeza que a próxima caixinha dela será para suas maquiagens lacradas para que ela fique tentando abrir enquanto eu uso as minhas. Ela ainda não pede para passar nada e acredito que quando começar a pedir, ouvirá uma frase que falo com muita frequência: “Isto é coisa de gente grande, você ainda é pequena e tem que esperar crescer um pouco para poder fazer”.

Me parece que este é só o começo desta minha vida de mãe de menina. Penso que muita coisa ainda está por vir e que nesta caminhada, pentear os cabelos e arrumar caixinhas, talvez sejam as tarefas mais fáceis que eu irei realizar.

E que venham novas aprendizagens.

Até a próxima!

 

 

 

Leitura indispensável: O Fantástico Mistério de Feiurinha

Se algum dia alguém me pedisse para dizer um bom motivo para eu

ser professora e não me viesse mais nada em mente, eu diria que é porque eu posso me deliciar curtindo leituras bem divertidas durante meu horário de trabalho.

Ler faz parte da minha rotina e procuro compartilhar isto com meus alunos de diferentes maneiras. Uma delas é aatravés da leitura em capítulos,  em que cada dia lemos um até finalizarmos a história.

Um dos principais critérios para a escolha do livro para esta leiura é se eu gostei da história. Acredito que desta maneira aumentam as chances de eles também gostarem.

Minha leitura da vez é um livro extremamente divertido do Pedro Bandeira, “O fantástico mistério de feiurinha”, que traz as princesas dos contos de fadas, que tão bem conhecemos, vinte e cinco anos após o “felizes para sempre” vivendo a angústia do desaparecimento de Feiurinha.

O livro traz detalhes que nos prendem muito a atenção, como os diálogos repletos de alfinetadas entre as princesas e a numeração inusitada dos capítulos.

Para quem conhece os contos tradicionais, este livro promete muita diversão.

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Até a próxima!