Um seriado chamado “Otite”

Há exatamente duas semanas estreou nesta família uma nova história que parecia ter tido um final feliz, mas nós não tínhamos ideia que seria apenas a primeira temporada.
Em uma quarta-feira de manhã, a Isa saiu da cama chorando e com a mão no ouvindo repetindo a palavrinha que mexe com o coração da gente: “dodói”.  Dava para ter alguma dúvida de que era uma dor de ouvido? Claro que não. Trocamos de roupa e partimos para o hospital. Ainda bem que fomos, pois no meio do caminho o ouvido começou a liberar secreção.
No pronto atendimento, a médica fez uma super limpeza nos dois ouvidos e diagnosticou: “Otite nos dois. Um liberando secreção, o outro não. Dez dias de antibiótico.”
Voltamos para casa e a saga da medicação começou. As primeiras doses  foram de doer. Ela não queria de jeito nenhum, mas foi se acostumando e depois tirou de letra.  Dia após dia ela foi melhorando, não tinha mais dor e nem secreção. Após o término do remédio, tudo resolvido, mas eu incomodada, pois ela já estava espirrando muito e eliminando seus monstrinhos pelo nariz.
Foi então que quando chegou a quarta-feira novamente, saímos cedo de casa para um compromisso e quando estávamos por aí, notei que o ouvido dela estava vazando novamente. Desta vez sem dor ou qualquer outro incômodo que nos desse uma dica do  que estava por vir.
Como estávamos nas proximidades do hospital, passamos por lá e, por colaboração do destino, fomos atendidos pela mesma médica.  O diagnóstico desta vez apontou que o tratamento não surtiu o efeito esperado, e que ela precisaria de um medicamento mais forte.
otite1Me senti vivendo dentro de um destes seriados que passam na TV e que tem mais de uma temporada. Quando parece que a história acabou, começa com novas aventuras e personagens. Nesta nossa história o novo personagem é o tal do remédio mais forte que mais parece um vilão de tão ruim que é. Imaginem um medicamento que a própria bula orienta para misturar com algo mais gostoso.

Pirulito para disfarçar o gosto ruim do remédio.

Pirulito para disfarçar o gosto ruim do remédio.

O tratamento irá durar mais dez dias e assim que finalizar devemos retornar para que médica dê uma olhada. Conversando com ela descobri que otite pode ser algo recorrente em algumas crianças e que em alguns casos precisamos ter paciência para descobrir o tratamento que será mais eficiente.
Fiz uma pequena pesquisa para entender melhor o que está se passando com a minha pequena. No site do Dr. Drauzio Varella tem uma explicação bem simples que ajuda a compreender melhor.
Agora nos resta esperar o fim desta segunda temporada.

Até breve!

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